Carregando...

20 de Outubro de 2014
Nunca fui a BH, sempre quis, mas sempre faltou um empurrão do destino. O Circuito Banco do Brasil e a Rádio Cidade me deram essa grande chance, aliás não só para mim, mas para dois sortudos: a Jéssica e o Fernando. Então fomos todos rumo à Esplanada do Mineirão. Lá, tava mais quente do que o Rio de Janeiro (!) e tinha muita gente vestindo a camisa do Linkin Park (o mais aguardado da noite).

A tarde começou com a banda Stereophant, vencedora do "Voz Pra Todos". Os cariocas fizeram um excelente aquecimento para as demais atrações do festival. Logo depois foi a vez da Nação Zumbi subir ao palco. Quando começaram os primeiros acordes de "Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada" amigos...que energia. "Eu levei minha alma pra passear", assim como cantam na música "Bossa Nostra".

O público estava crescendo e já era a hora dos dinossauros do rock ocuparem o seu posto! Por mais que não tenham tocado “Marvin”, os Titãs tocaram muitos outros clássicos e algumas faixas do ótimo CD “Nheengatu”, lançado esse ano. E apareceram mascarados, o que assustou muitas pessoas. Só que desde o show de estreia do CD eles têm se apresentado assim. Então se prepara para os próximos shows. ;)

Sobre o cara a cara com o Linkin Park, o momento mais aguardado por mim e pelos ouvintes, a produção marcou com a gente às 21 horas. Antes de continuar, preciso dizer que esses caras marcaram a minha adolescência e estar ali era mais do que mágico. Mas isso é papo para outra conversa. Bem, entramos para o M&G, nós e todos os sortudos que estavam ansiosos para ter aqueles minutinhos com seus ídolos. Foto, autógrafos, conversas breves, alguns apertos de mãos e a expectativa de tê-los no Rio de Janeiro para o Rock in Rio 2015 ( eu acho que vai rolar, fiquemos na expectativa, certo? hahah...). Foram 20 minutos de muita emoção, pessoas chorando, tremeliques e muitas outras que ficaram sem reação. Normal, né?

O Panic! At The Disco estava tocando na hora do "pequeno grande encontro', mas foi muito emocionante ouvir o Brendon Urie cantando um dos hinos do rock: "Bohemian Rhapsody". Foi de arrepiar. A banda terminou a noite com a canção mais famosa, “I Write Sins Not Tragedies”.



Depois de 8 horas de evento, chegou a hora do Linkin Park subir ao palco e deixar o povo sem voz. Abriram o show com “Guilty All The Same”, música do CD novo, e “The Hunting Party”. Era mais do que óbvio que a galera estava em outra dimensão, era um coro. Quando eu pensei que seria impossível melhorar, da 19ª música até o último acorde, foi SURREAL.  Olha isso: “Somewhere I Belong”, “In the End”, “Faint”, “Burn It Down”, “Lost in the Echo”, “New Divide”, “Points of Authority “, “Until It's Gone”, “What I've Done” e, por fim, “Bleed It Out”. Juro, não sei o que falar, até porque naquele momento eu não tinha mais voz. Posso dizer que tudo ficou lá no Circuito Banco do Brasil de Belo Horizonte (rs).



Voltei para o Rio ainda sem voz, sem pernas e com alguns roxos. Mas valeu cada segundo. Recebi tanto carinho... não imaginava que a gente tinha ouvintes mineiros. E tinha uma galera que saiu do Rio para ver de perto o LP e que estavam vestindo o manto sagrado ou fizeram camisas customizadas especialmente para os shows do CBB. Por esses mil e outros motivos, digo que o rock não morreu e nem vai morrer. As coisas se transformam e o rock é uma eterna transformação. Afinal, o que é bom é pra sempre. ;)

Bem, festival é sempre incrível. Se você não teve a chance de ir a um, vá por favor ao próximo que tiver. Acredite em mim, valerá cada centavo. Agora deixa eu ir, que tô precisando beber um pouco de café (haha). Até a próxima oportunidade! Beijo, fui!

Por: Pamella Renha


17 de Outubro de 2014

Ser fã de rock no Rio é bom demais
 
Sabe aquela sensação de remar contra a maré? De querer ir para um lado e ninguém te acompanhar? Os fãs de rock no Rio de Janeiro já não tem porque se sentir assim. Na quinta-feira, dia 16 de outubro de 2014, o Circo Voador foi um lugar de acolhida para bons ouvintes e desavisados que pararam ali por inúmeros motivos.
 
Uma banda brasileira e outra escocesa. Nenhuma é um grande nome tipo Pearl Jam ou Legião Urbana. Mas quem se importa? No maior estilo “hipster”, é até legal conhecer coisas novas antes de todo mundo. Então anota aí que as dicas são boas: Stereophant e Biffy Clyro. E eu estou falando com propriedade, até porque estava lá e vi um pouco do que eles são capazes de fazer.
 
Stereophant, a banda de abertura, se apresentava pela primeira vez no Circo. A importância de estar naquele local é muita para qualquer carioca. E os meninos estavam orgulhosos. Esbanjando vigor e garra, bem “sangue nos olhos” mesmo. Os caras tocaram as músicas do álbum “Correndo de Encontro a Tudo”, lançado em 2013. Pra entrar na suingueira, as diversas cabecinhas balançavam e uma parte da galera gritava os refrões (marcantes e empolgantes). Os caras chegaram e fizeram admiradores. Aquele cantinho da Lapa reunia pescoços com veias pulsantes, gargantas abertas e punhos cerrados. Aquecimento digno!
 
Outra grata surpresa foi o Biffy Clyro. Apesar de reunir grandes multidões na Europa, tocar nos maiores festivais, aqui no Brasil não são muitos que conhecem. Mas deveriam. Na primeira vez em terras brasileiras, o público presente estava bastante ansioso. E a ansiedade passou, se transformou em êxtase. Conciso, o trio deu uma passeada pela discografia da banda, mas focada no último disco, “Opposites”, de 2013. E que passeio! Os fãs de rock (e de bom rock) vibraram. Dá pra entender porque os britânicos lotam os shows dos caras. Encerramento perfeito!
 
O rock and roll nunca foi acomodado, sempre se reinventa. Levantar a poupança do sofá dá trabalho, mas, quando acontece, vale a pena! Nadar contra a corrente é cansativo, mas a recompensa pode ser muito maior do que se imagina. Estamos de olho e nada passa despercebido. Nós fãs, público, ouvintes e amantes, estamos sedentos por novos amores. Vem que tem lugar pra todo mundo. E o Rio de Janeiro tem SIM muito rock correndo nas veias.
 
Por Pedro Fernandes.